As Padarias e a Economia

 

 

As Padarias e a Economia

As Padarias e a Economia

Quem nunca sonhou ter a sua própria padaria!

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 01. As Padarias e a Economia

02. Fechado Para Sempre!

03. Aluga-se Ou Vende-se

04. O Até Nunca Mais!

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 01. As Padarias e a Economia

Quem nunca sonhou em ter a sua própria padaria!

Acho que quase todo mundo!

Eu pelo menos já.

Lembro de pequeno ir na padaria na esquina da minha casa.

Padaria do Seu Joaquim e da Dona Catarina.

Um simpático casal de portugueses.

E pegar fila para comprar um litro de leite e duas bengalas.

Que vinham quentinhas para os meus braços gulosos.

Lembro-me até hoje da tristeza que se abateu sobre mim,

quando um dia fui lá e vi que estava fechada.

E não era por um motivo qualquer e depois abriria novamente.

Não, havia fechado para sempre!

03. Aluga-se Ou Vende-se

Coisas difíceis de entender para um moleque.

Um moleque que adorava tomar café com leite, comer pão com manteiga e viver jogando bola.

E que talvez inconscientemente achava que o mundo fosse só esse mesmo,

tomar café com leite, comer pão com manteiga e viver jogando bola.

Que a padaria do Seu Joaquim e da Dona Catarina fosse eterna.

E o tempo com suas asas fantásticas me aterrizou em 2021, mais velho, lógico, e sem o mesmo ânimo para jogar futebol.

Mas uma coisa não mudou em mim, a tristeza de ver lugares que eu conheço de passagem, ou frequento, enfim comércios em geral com suas portas fechadas.

Os salões vazios e as placas de aluga-se ou vende-se.

Soa para mim como uma coisa antinatural, anti-vida, anti-ir para frente.

Os salões vazios e as placas de aluga-se ou vende-se.

Pessoas que eu tinha amizade, batia bons papos, provavelmente muitas delas nunca mais vou ver.

É lamentável! Cena de filme depressivo.

04. O Até Nunca Mais!

E o pior é assistir a isso em cadeia, ver as portas abaixando quase que simultaneamente.

Como se fosse o fim de expediente de um dia normal.

Mas não é infelizmente, é o famoso para sempre! O até nunca mais!

E como é que ficaram as minhas queridas padarias nisso tudo?

Ou, como estão as padarias?

Bem, nas minhas andanças pela região em que moro, aparentemente tudo já voltou ao seu devido normal.

05. O Povo Ainda Continua Bem Mascarado 

O povo ainda continua bem mascarado, o que especificamente nesse caso não é ruim.

As duas padarias que eu frequento de vez em quando, ainda bem, continuam abertas. 

E as outras que eu nunca havia entrado, aparentemente também estão bem.

O problema todo é o que não dá para ver, ou seja, a situação financeira.

Será que os proprietários estão indo dormir mais tranquilos?

Bom, pesquisando aqui e ali, li o seguinte no site da ABIP, a Associação Brasileira Da Indústria De Panificação e Confeitaria,

https://www.abip.org.br/site/com-a-pandemia

“Após balanço, setor de panificação revela faturamento de R$91,94 bilhões em 2020.

Apesar do montante significativo, diante de uma crise econômica, o valor representa uma queda de -3,3% em comparação ao ano de 2019.

Mesmo o faturamento bruto apresentar queda após 13 anos consecutivos de crescimento, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), Paulo Menegueli, avalia com uma dose de otimismo os números, após uma grande recessão.

“Apesar do ano de 2020 ter sido marcado pela pandemia do novo coronavírus, com diversos decretos de suspensão de atividades, restrições aos atendimentos presenciais.

E uma crise econômica e social que atingiu de norte a sul o país, a Abip avalia que o setor conseguiu minimizar os grandes efeitos colaterais da crise, frente aos demais segmentos.

Com expertise, integração, associativismo e criatividade a panificação brasileira se reinventou.

Segurou ao máximo as demissões e não deixou de inovar”.

F - Nós Seres Humanos Nunca Nos Permitimos Parar

Bom, acho que esse balanço ainda não é o de 2021, mas dá para ter uma noção da situação atual também.

Que não deve ser muito diferente.

Creio que pouca coisa, ou pelo menos nada mudou radicalmente.

Enfim, acho que por anos ou décadas todos nós vamos pegar os cacos caídos ao chão, sonhando em jogá-los num futuro bem próximo dentro de uma linda lixeira de ouro.

Porque nós somos assim, os sonhos, a luta pela sobrevivência é o que nos move, nos lança para frente.

Nós seres humanos nunca nos permitimos parar.

E não vai ser agora, né bem!